As good as it gets

25 janeiro 2010

Ontem eu vi um filme meio besta, mas que me prendeu porque tinha o Jack Nicholson.

O filme se chama “As good as it gets” e gostei particularmente do personagem do Jack, o Melvin. Basicamente ele é um cara meio locão e tem TOC, que sai proferindo coisas não muito aceitas na sociedade, como a verdade.

E tem a garçonete do restaurante que ele vai e que no final das contas, acaba encantando o cara. Tem mais coisa, assista quando não tiver mais nada de bom pra fazer.

Mas, na parte comédia romântica do filme, tem uma cena bem legal:

Melvin Udall: I might be the only person on the face of the earth that knows you’re the greatest woman on earth. I might be the only one who appreciates how amazing you are in every single thing that you do, and how you are with Spencer, “Spence,” and in every single thought that you have, and how you say what you mean, and how you almost always mean something that’s all about being straight and good. I think most people miss that about you, and I watch them, wondering how they can watch you bring their food, and clear their tables and never get that they just met the greatest woman alive. And the fact that I get it makes me feel good, about me. (O Spencer é filho da moça)

Difícil acrediar que um filme do gênero saiu do lugar comum, do “eu amo você, no matter what”.


Repetição

23 janeiro 2010

A história se repete. A humanidade aprende ? Não. Claro que não!

A vida possui seus ciclos. Aprendemos ? É claro que não!

Eu estava procurando algo novo pra ouvir. Algo diferente, algo realmente bom, com conteúdo, com aquela coisa de música rootz, encarnando sobre as cordas vocais de alguém e que desce dando aquele arrepio. Encontrei ? Claro que não!

Mas encontrei algo próximo. No meio de minhas escavações em blogs e nos cantos mais sujos da internet, percebi que a minha coleção de música é bem grandinha e achei melhor procurar dentro dela, pra ver se me encontrava.

Não deu outra. E o pior, se alguém me pergutasse se eu conhecia a figura, teria dito que não com absoluta certeza.

Antes dela, a letra:

100 days, 100 nights
To know a man’s heart
100 days, 100 nights
To know a man’s heart
And a little more
Before he knows his own

You know a man
Can play the part
Of a saint
Just so long
For a day comes
When his true, his true self unfolds

He maybe mellow
He maybe kind
Treat you good
All the time

But there’s something just beyond what he’s told

Wait a minute
Maybe I need to slow it down just a little
Take my time

I had a man
Tell me things
Made me feel
Just like a queen
And I thought
He was the one
I would hold
Oh yes I did
But one day
I looked around
That old man
Was nowhere to be found
100 days for this heart to unfold

Ok. Sem gayzisse pro meu lado, hein!

Às vezes só um som mais antigo consegue se destacar no meio de tanta novidade e reviver uma saudade de um tempo que não vivi.

Senhoras e senhores, Sharon Jones!


Sacrifício

22 janeiro 2010

Pus-me a observar-te dormindo.

Entediei-me, não puder suportar:

Coloquei-me a dormir contigo.


Por onde andei…?

13 janeiro 2010

Olá a todos!

Hoje vou deixar uma musiquinha… É um poema do dia-a-dia.

Mil beijos e um ótimo restinho de semana!

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…


“Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”

5 janeiro 2010

Hj eu só quero fazer duas perguntinhas:

Porque apareceu a mãe, o pai, os amigos, vídeo no youtube, da menina rica que morreu soterrada na Ilha Grande?

Porque ninguém quis saber da mãe, do pai, dos amigos, (vídeo no youtube essas pessoas não têm), das pessoas que morreram soterradas nas cidades feias e/ou pobres que foram castigadas pelos desabamentos?

Se alguém souber a resposta, deixa aí no comentário.

E hoje não tem beijos.


Receita de Ano Novo

4 janeiro 2010

Olás!

Feliz ano novo pra todos!!!

Vou colocar aqui hoje uma poesia que eu sempre coloco no comecinho do ano… Além de ser linda, é totalmente real… Todo dia é um novo recomeço; todos os dias a gente tem a chance de, como faz a plântula que emerge da semente, desdobrar o gancho plumular e se erguer em direção ao sol de todas as manhãs…

Mil Beijos e um ano novo maravilhoso!!!

Receita de Ano Novo – Carlos Drummond de Andrade

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”


Aviso aos navegantes!

22 dezembro 2009

E aí galerinha do meu coração!!!

Só quero comentar sobre os comentários…

Amo quando quem passa aqui deixa a sua opinião… Mostra que nossos posts tocam as pessoas de alguma maneira…

Mas fiquei chateada hj quando li um comentário num post do George (aquele sobre Cuba), e um cara foi super grosseiro no comentário…

Pessoal, se é pra comentar assim, eu dispenso…

Mil beijos e uma semana maravilhoooooosa!!!


Odeon – Ernesto Nazareth, Vinícius de Moraes

21 dezembro 2009

Ai, quem me dera
O meu chorinho
Tanto há tempo abandonado
E a melancolia que eu sentia
Quando ouvia
Ele fazer tanto chorado
Ai, nem me lembro
Há tanto, tanto
Todo o encanto
De um passado
Que era lindo
Era triste, era bom
Igualzinho a um chorinho
Chamado Odeon

Terçando flauta e cavaquinho
Meu chorinho se desata
Tirando a canção do violão
Nesse bordão
Que me dá vida
E que me mata
É só carinho
O meu chorinho
Quando pega e chega
Assim devagarzinho
Meia-luz, meia-voz, meio tom
Meu chorinho chamado Odeon

Ah, vem depressa
Chorinho querido, vem
Mostrar a graça
Que o choro sentido tem
Quanto tempo passou
Quanta coisa mudou
Já ninguém chora mais por ninguém

Ah, quem diria que um dia
Chorinho meu, você viria
Com a graça que o amor lhe deu
Pra dizer “não faz mal
Tanto faz, tanto fez
Eu voltei pra chorar com vocês”

Chora bastante meu chorinho
Teu chorinho de saudade
Diz ao bandolim pra não tocar
Tão lindo assim
Porque parece até maldade

Ai, meu chorinho
Eu só queria
Transformar em realidade
A poesia
Ai, que lindo, ai, que triste, ai, que bom
De um chorinho chamado Odeon

Chorinho antigo, chorinho amigo
Eu até hoje ainda persigo essa ilusão
Essa saudade que vai comigo
E até parece aquela prece
Que sai só do coração
Se eu pudesse recordar
E ser criança
Se eu pudesse renovar
Minha esperança
Se eu pudesse me lembrar
Como se dança
Esse chorinho
Que hoje em dia
Ninguém sabe mais


Verso branco

20 dezembro 2009
(Foto: arquivo pessoal)

Hoje não tem hai-kai.

Porque o dia não tem flor,

Porque não há aves acordando o sol,

Não há vento descabelando a espatódea.

A vida hoje não tem poema, por menor que ele seja.

Saudade é uma coisa que tem nome mas não tem explicação.


See’ya next year!

17 dezembro 2009

Então, mais um ano se passou e, por sorte, aparentemente o ano acaba hoje para mim.

Por sorte, porque… uhn, não foi exatamente um ano bom. Se colocar na balança, talvez tenha sido péssimo.

Mas não desito! Malandro que sou, imagino que o ano que vem será foda :D

Vai dar tudo certo, finalmente irei me formar. Vou descobrir o que eu quero fazer de verdade, trabalharei feliz da vida – pensando que de uma forma diminuta eu não sou apenas um, embora seja. Gostaria de me voltar as artes e as ciências humanas, ando meio saturado de tecnologia – a computação deveria ser um meio para os humanos, mas está se tornando apenas um fim (and that’s what I’ve done so far).

Mudando de assunto, o querido Lester morreu :’(

Sacanagem, meu. Pra quem não lembra, era o “rato” do Beakman. Pra quem não lembra de Beakman, desencana. Só sei que esse rato fez parte da minha infância e com certeza influênciou a minha vidinha de nerd beberrão.

Só pra lembrar de algumas referências roedoras, eu tinha uma (duas) hamster linda, fantástica e maravilhosa, chamava Tina e a da Talita chamava Capitú. Na trilogia do Douglas Adamns, os ratinhos são seres super inteligentes e o “mouse” é a extensão da sua mão no computador. Mas o filme G-Force é bem tosco, a menos que todo computero seja um topeira (hmm, vi a metáfora agora).

Às vezes, em dias de  luz perfeita e exata,
Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Por que sequer atribuo eu
Beleza às cousas.

Alberto Caeiro – Às vezes

A gente nunca se contenta com nada, talvez isso seja o problema. O meu problema em particular com o mundo, nada é suficiente e tudo é deficiente. Binário mesmo. Bom, para as resoluções de 2010, deixo isso.

E vejo vocês ano que vem! Bom fim de ano!

Ah, pra fechar:

A foolish consistency is the hobgoblin of little minds, adored by little statesman and philosophers and divines.  With consistency a great soul has simply nothing to do. – Emerson



“Memória”, Carlos Drummond de Andrade

13 dezembro 2009

“Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão”


Saco cheio

3 dezembro 2009

Apenas um desabafo…

Estou de saco cheio de ficar fazendo tudo pra todo mundo.

Estou de saco cheio de gente que vive à minha volta, dizendo que é altruísta mas não faz nada quem tá mais perto, a não ser incomodar.

To cansada de ficar me preocupando sozinha com coisas que dizem respeito a mim e outras pessoas, de maneira igual.

To farta de gente interesseira.

To enfarada de gente querendo me ferrar, mesmo quando não há necessidade.

To saturada de gente querendo saber porque eu faço uma coisa e deixo de fazer outra.

Quer saber?! VAI TODO MUNDO PROS QUINTOS DOS INFERNOS!


King Size do Rio

27 novembro 2009

Olá a todos!

Pra começar o dia rindo… Sem comentários!!!!

 

Beijossss


Vamos mudar o mundo (II)?

26 novembro 2009

Olá pessoal!

Recebi por email esse conjunto de conselhos para seguirmos se estamos descontentes com muitas coisas…

Não acho que mudar o mundo é fácil, porque primeiro a gente tem que mudar a gente mesmo; depois de mudar a nossa cabeça, tem mais 6 bilhões de cabeças para serem mudadas. Mas acho possível.

Costumo falar coisas como essas que vcs vão ler logo abaixo, mas não sabia que alguém algum dia iria sintetizar a idéia e disseminar por email.

É um adendo ao post do George, “Vamos mudar o mundo?“, mas com soluções práticas!

Beijos e bom restinho de semana!!!

 

Para começar a grande  mudança

01. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!

02. Você acha um absurdo o roubo de carga, até mesmo com assassinatos dos
motoristas?
Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!

03. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
Solução: NUNCA compre nada com eles! A maior parte de suas mercadorias são
produtos roubados, falsificados ou sonegados.

04. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
Solução: NÃO compre nem consuma drogas!

05. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
Solução: Denuncie à Receita Federal aquele vizinho que enriquece
repentinamente. Não o admire, repudie-o.

06. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas
nas ruas?
Solução: NUNCA dê nada.

07. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
Solução: Só jogue o LIXO no LIXO.

08. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?
Solução: NÃO compre deles, nem que não assista ao evento.

09. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
Solução: NUNCA feche o cruzamento.

10. Você acha um absurdo o poder e a influência econômica de países
estrangeiros ?
Solução: Prestigie a indústria brasileira, dentro do que lhe seja possível.

11. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?

Solução: Nunca mais vote neles e espalhe aos seus amigos seu desalento e o
nome dos eleitos que o decepcionam.

Estamos passando por uma fase de falta de cidadania e patriotismo, apesar do
excesso de nacionalismo. Precisamos mudar nosso comportamento para que
possamos viver num país onde tenhamos orgulho de dizer:
- EU SOU BRASILEIRO !

Ficando parado, você não contribui com nada; portanto, não pode reclamar.
Pratique os pontos com os quais você concordou e tente praticar também
aqueles com os quais você não concordou. Que tal?


As covinhas de teu rosto

26 outubro 2009

“De tudo o quanto já vi,

E só vejo o de bom gosto,

Pertence o mais belo a ti:

As covinhas de teu rosto.

__________

Com um só de teus sorrisos

Superas do grego a classe.

Fídias, com planos precisos,

Nunca, talvez, te igualasse.

__________

Quando a morte me chegar

Junto a ti, juro, me posto

Um consolo a suplicar:

_________

Dá-me um derradeiro gosto.

Quero enterrado ficar

Nas covinhas de teu rosto!”

(Fídias, Grécia Antiga)