19 Outubro 2007
Olá a quem visita, tudo bem?
Tenho andado meio sumida, estou sem net em casa e sem tempo de correr atrás pra administrar direito esse blog…
Mas como uma pré-ecóloga, vejo que o sistema aqui está se auto-sustentando!
Algumas pessoas vêm, dão uns petardos nos posts mais “politizados” que o George colocou aqui, e eu nem tenho precisado responder! Os próprios visitantes estão fazendo isso por nós…
Só tenho a agradecer, aos que discordam (pq me fazer acreditar ainda mais no que pensamos) e aos que concordam (pq não deixam eu e George sentirmos solidão no nosso ponto de vista).
MUITO OBRIGADA A QUEM VISITA!!!!!!
Beijos e bom final de semana!:)
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Escrito por Talita
19 Outubro 2007

Muito embora fizesse sombra na minha janela (condição que me é prejudicial, porque sou daquelas que vive espirrando por aí), ficava feliz em perceber as alterações sazonais no jatobá do vizinho. Eu sempre disse que o tronco podia ser dele, mas a copa, as folhas e frutos que dela caíam eram todos meus!
O fato é que podia ser um jatobá, um ipê, ou qualquer outro tipo de árvore: eu gostava de abrir a janela de manhã e sentir a felicidade verdejante daquela planta. E não era só o seu verde que era algo inexlicável, mas tudo o que a ele estava associado: maritacas berrando e bem-te-vis dando as boas-vindas de dia, e morcegos à procura de néctar de noite.
Tudo era colorido – apesar de o verde sobressair - quando uma manhã eu acordei com um barulho de motor extremamente irritante, capaz de acordar aquele que estava dormindo o mais justo dos sonos. Abri a janela para ver o que era… Não! Homens fatiando a copa do meu tão amado jatobá! Eles cortavam cada pedaço e atiravam longe, como se atirassem pedaços de madeira, e não as partes do corpo de alguém que sentia, vivo, a dor da morte…
Lamentei a terrível perda por alguns dias.
Já estava me tranquilizando, quando um dia me disseram que agora, minhas crises alérgicas seriam coisa do passado. Eu retruquei que não me importava com isso; gostava mais quando os passarinhos cantavam na minha janela, não importando quanta sombra o jatobá fizesse na minha janela ou quantas folhas ele derrubasse a cada estação seca que chegava.
Não pense você que a minha resposta foi a última; a pessoa me respondeu rispidamente, como quem dispara um tiro de bazuca: “Mas o lugar dele não era aqui!”.
Espero que o jatobá perdoe a pequenez humana que acredita que a árvore é que tira o lugar do homem, e não o homem que tira o lugar da árvore.
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Escrito por Talita