Até os maus são bonzinhos

29 Março 2008

Fim de março, isso significa que o ano segue sem grandes novidades…

E que ainda estou vivo, apesar de imaginar que a política brasileira seja do além… além–do-absurdo, além-da-cara-de-pau, além-amém…

Bom, como já diria Tom Jobim “são as águas de março fechando o verão/É a promessa de vida no teu coração”… tudo pode acontecer… ou não.

Daí, fico pensando como Jim Morrison faria se estivesse na minha situação: se sentido um cara mau, stressado e que gostaria de um pouco de descanso, praia e muito cerveja. A resposta é bem simples:

Cheers Jim!


Incompatibilidade

26 Março 2008

Estava num daqueles momentos de ócio improdutivo, quando tive uma idéia para torná-lo ainda mais improdutivo…
Entrei na página do horóscopo hoje, no dia do meu aniversário, sabe-se lá o motivo.
Resolvi conferir se meu signo – Áries – combina com o seu – Peixes. O resultado não foi bom: a água de peixes apaga o fogo de áries…
Fui então olhar o horóscopo chinês, pra ver se ainda restava alguma esperança: eu – Rato – e você – Tigre. Não preciso nem falar o resultado – o Tigre devora o rato em uma bocada só!

Sempre achei que éramos feito feijão e arroz: diferentes, porém, inseparáveis!

Larguei o ócio improdutivo porque isso não leva a nada…


A imagem da semana…

24 Março 2008

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Por mim, poderiam ter afogado até o último pedacinho da haste, pra ter certeza que afogou…

Um caminhão de beijos e boa semana a quem visitar!!!!


Mais um indício da estratosférica hipocrisia humana

16 Março 2008

Veja a notícia no link:

Holanda: parque libera sexo mas veta cães sem coleira

Para vocês verem a que nível chega a hipocrisia humana: as pessoas preferem correr o risco de serem mordidas por um cão a ver uma cena de sexo – coisa que todo mundo faz.

Por isso que não pretendo contribuir com o crescimento de nossa população…

Mil beijos e boa semana!


“Caminhante, não há caminho; faz-se caminho ao andar.”

12 Março 2008

 O velho e o moço, Los Hermanos

“Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir…”


Você tem amigos?

7 Março 2008

Essa janela ingrata que nos separa…

Tento te chamar, sem som, estendendo meu braço pelo único vão que restou aberto – em vão…

Fico aqui, minha amiga, lembrando das nossas gargalhadas pela madrugada, feito duas mulheres recém-separadas que saem bêbadas do bar. Lembro também do Bilú, aquele que pensava que podia destruir nossa amizade… Não consigo nos imaginar separadas, ainda mais por alguém do sexo masculino!

Quantas noites de lua passei fora de casa, junto com você? Descobri que podia fazer isso quando minha mãe começou a se cansar dos meus passeios e me deixar trancada para fora de casa… Nós saíamos pela escurdão, espiando os casais que namoravam nas noites quentes – coisa que talvez você e eu nunca façamos. Ríamos alto, nos denunciando, quando eles faziam aqueles barulhos estranhíssimos! Hahahahaha!!!

Lembro também do dia em que você chegou na vizinhança: sua tez amarronzada era novidade para mim, que sou mais pálida, cheguei até a pensar que você era feita de chocolate! Eu passava horas te observando de longe e pensando se você era mesmo da mesma espécie que eu… Mas você me ensinou que essa coisa de cor não tem nada a ver…

E agora, que essa coceira estranha acometeu até os seus olhos, estou aqui, separada de você, por uma maldita janela! Nunca havia sequer pensado nisso.

Já implorei para minha mãe: “Me deixe sair, eu juro que não encosto na Mimi!”, mas ela, não me compreende, apenas dizendo, do alto de suas longas pernas: “Nina, quer tomar um pires de leite? Vem aqui com a mamãe, psiusiusiusiu…”.

Sem mais o que fazer, me coloco aqui, no vão da janela, com a pata para fora, esperando você abrir os olhos doentes e miar de alegria…

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!” (Vinícius de Moraes)

(Essa historinha é baseada em uma cena muito bonita que presenciei, da escrivaninha do meu quarto)