Nostalgia…

27 Abril 2008

Não Vou Me Adaptar – Titãs

Eu nao caibo mais nas roupas que eu cabia,
Eu nao encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.
Sera que eu falei o que ninguém ouvia?
Sera que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu nao vou me adaptar.
Eu nao tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara nao a minha.
Mas a que quando eu me toquei, achei tao estranho,
A minha barba estava desse tamanho.
Sera que eu falei o que ninguém dizia?
Sera que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu nao vou me adaptar.

Bom, resumindo os últimos fatos da minha vida:

All work and no play makes Jack a dull boy

Tô cansado… Sábado eu deveria ter feito um monte de coisa, mas tive dor  de cabeça e fiquei vegetando em casa. :-( Oh, inferno!

Ai, nessa de ficar vegetando com 750mg de remédio pra dor de cabeça… lembrei de várias coisas, mas principalmente da minha infância, que foi tãoooo boa!!! Ah, que saudade!

E então essa música resume bem as coisas….

“Ah, mas seus posts geralmente tem fotos/figuras….”

É… hoje não tem :/

Ahhn, quase esqueci… estou viciando em Big Bang Therory! Wow!!!

Bom, é isso… se cuidem!


Nenhum tempo é perdido

23 Abril 2008

(Fonte)

“Distraíra-se com a demolição dos prédios, e agora queria recuperar o tempo perdido, palavras estas insensatas entre as que mais o forem, expressão absurda com a qual supomos enganar a dura realidade de que nenhum tempo perdido é recuperável, como se acreditássemos, ao contrário desta verdade, que o tempo que criámos para sempre perdido teria, afinal, resolvido ficar parado lá atrás, esperando, com a paciência de quem dispõe do tempo todo, que déssemos pela falta dele.”

(José Saramago – “A Caverna”)


“(…)Gozar uma flor é estar ao pé dela inconscientemente/ E ter uma noção do seu perfume nas nossas idéias mais apagadas. ”

21 Abril 2008

Mirante do Último Adeus – Parque Nacional do Itatiaia/RJ (Fonte)

Gozo os Campos

Gozo os campos sem reparar para eles.
Perguntas-me por que os gozo.
Porque os gozo, respondo.
Gozar uma flor é estar ao pé dela inconscientemente
E ter uma noção do seu perfume nas nossas idéias mais apagadas.
Quando reparo, não gozo: vejo.
Fecho os olhos, e o meu corpo, que está entre a erva,
Pertence inteiramente ao exterior de quem fecha os olhos
À dureza fresca da terra cheirosa e irregular;
E alguma cousa dos ruídos indistintos das cousas a existir,
E só uma sombra encarnada de luz me carrega levemente nas órbitas,
E só um resto de vida ouve.

(Alberto Caeiro tinha o poder de descrever a sensação indescritível de estar diante de uma visão como essas…)

Um caminhão de beijos:+

Boa semana!


Eu fico Puto!!!

20 Abril 2008

Olá!!!

Semana passada eu tava puta…

Teve festa nos vizinhos, um monte de probleminhas pequenos, mas irritantes pra resolver, que eu me sentia que nem esse cara do vídeo:

Terça Insana – Eu fico Puto!

Milhares de beijos e boa semana!!!


Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima…

13 Abril 2008

Às vezes, a gente acha que tá passando por uma mal período, quando simplesmente a gente tem que passar e pronto…

É um pouco compridinho, mas leia com atenção (não é meu; não sei de quem é):

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”


Sobre a origem… Dos problemas de meio ambiente.

6 Abril 2008

Boa noite!

(Vcs devem estar se perguntanto oq eu faço aqui num sábado à noite… Fica pra outro dia, ok?)

Olha só que legal essa propaganda da WWF:

Milhares de beijos e bom final de semana!


Sonho do sonho da realidade

2 Abril 2008

Boa tarde!

Umas duas noites atrás, tive um sonho bizarro, de tanto sentido que tudo fazia (isso não é uma coisa muito comum para mim…), que até resolvi contar para vocês:

A festa na casa do Roberto tinha sido muito divertida: pude rever amigos antigos da faculdade, relembrar histórias engraçadas, falar dos que não foram e dos que já se foram… Saí de lá com as baterias recarregadas.

Já passava das duas da manhã, e eu talvez tivesse passado dos limites de cuba-libre naquela noite, mas o suficiente para dormir bem, como diria meu avô.

Estava me sentindo feliz pela casa nova, era do jeito que eu queria: arquitetura do século XIX, muito bem restaurada nos seus tons de pêssego. Muita gente passara por ali, e agora eu podia contemplar belos momentos naquele local. Não posso negar que no fundo, depois do jardim de inverno, tinha um quarto de velharias, o qual eu precisava prganizar e dar fim em alguns pertences dos antigos moradores.

Cheguei. Liguei a televisão. Deitei no sofá, mais macio que o da casa das avós, senti o corpo pesar e acabei adormecendo.

Acordei, num sobressalto, com um coro de vozes femininas conversando alegremente; curiosa, baixei o volume da TV e caminhei em direção ao barulho: o jardim de inverno. Para minha surpresa – ou quem sabe, meu grandissíssimo espanto – havia três mulheres sentadas no banco de praça, duas mais velhas (uma bem mais e a outra menos) e uma jovem, muito bonita ainda, embora fosse bastante triste:

- Áurea, Maria do Carmo, vocês não imaginam como fui feliz nesta casa! – disse uma das mais velhas.

- Pois é, Poliana; lembro de ver a animação das crianças e o bom tratamento que seu esposo lhe dispensava. – disse Maria, a mais velha de todas.

- Também fui feliz aqui, pena que tenha durado tão pouco… – disse Áurea, a mais jovem, com um cinza no olhar de quem não tinha vivido como queria.

Não sei porque, minha atitude ao ver esta cena foi apagar as luzes do jardim,
para espantar aquela visita inesperada, no calor da minha sensação de invasão territorial. Em vão: como um feixe de luz que se apaga e surge novamente em uma fração de segundo, elas reapareceram ao meu redor! Elas andavam em minha volta e diziam:

- Você não nos quer aqui? – disse Poliana.

- Não podemos ir  sem antes terminar o nosso dever! – disse Maria.

-  Sim, vamos eliminar o que deve ser eliminado – disse a jovem Áurea.

Ouvi isso, e tive certeza que eu deveria ser eliminada, para que elas morassem na casa pela eternidade… Senti o corpo pesar novamente.

Acordei. Televisão ligada, sol batendo sem piedade no rosto, e a ressaca batendo sem piedade no corpo todo…

- Ai que noite péssima! – pensei alto.

Sem pensar duas vezes, fui direto ao jardim de inverno. Lá encontrei apenas um bilhetinho escrito em papel envelhecido:

“Vá ao quarto de velharias”

Obedeci prontamente; precisava saber se aquilo era obra dos meus sonhos, ou da minha embriaguez.

Nunca a minha respiração ecoou tão alto em um cômodo de casa.

Milhares de beijos e bom resto de semana!!!!