Você! Você! E todos Você!!!
26 Julho 2008Olá!!!
Hoje é sábado… Portanto, vamos relaxar dando umas boas risadas…
Vc conhece José Mojica Marins, vulgarmente conhecido como Zé do Caixão? E o José Canjica Martins, paródia de “Hermes e Renato” para a famosa personagem?
Esse é o verdadeiro Zé do Caixão:
E esse, a paródia:
Beijos, bom final de semana!!!
Quem nunca usou a Wikipedia, que atire a primeira pedra!
25 Julho 2008Se você, que está aí sentado, disser que nunca usou a Wiki… Ora… Se a sua felicidade depende de as pessoas acreditarem em você, espero que sua mãe acredite nesse papo furado!!!
E você, que sempre usa a Wiki e tem preguiça de contribuir? Espero que você não apanhe da sua mãe, seu ingrato!
Só pode ser pior se você disser que não conhece a Wiki… Aí, meu amigo, acho bom você contratar um advogado, porque nem sua mãe vai te perdoar!!!
Pra quem disse que nunca usou, pra quem usa e não contribui e pra quem não conhece, aí vai um estímulo pra começar a fazer alguma coisa:
Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!
…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!
Mil beijos e bom final de semana!!!:+
A boa passagem
24 Julho 2008
O conto que segue é baseado numa história real, vivida por uma amiga minha (na “vida real”, ele é o final da história contada em “Apenas mais um dia chuvoso”, também postado neste blog. Mas resolvi adaptar e fazer duas histórias). Não tenha preconceito em ler até o final se você não acreditar em vida após a morte. Não explico o motivo porque não gosto de criar expectativas… Apenas leia!
Boa leitura!
Qualquer um ficaria feliz se, após a morte, encontrasse aquilo que Juliana estava lendo no livro: um lugar claro, todo branco e cheio de luzes e flores, como um hospital (ou como deveria ser um…), onde as pessoas passavam um tempo até se recuperarem da grande viagem e aceitarem que haviam se encontrado com o inevitável naquele momento. É realmente alentador…
Juliana estava animada com o seu livro. Pelo menos, ela ficava feliz em saber que ao morrer não encontraria o purgatório, e sim um lugar bonito e feliz – se ela o merecesse, é claro. Estava tão animada que carregava o livro para todo canto, inclusive naquele dia, quando subiu com Marina (a amiga “de peito e de sutiã”, conforme ela mesma dizia) no ônibus para o Rio de Janeiro. Era verão, ambas estavam de férias, e a proposta era ir pro Rio para “dar umas fervidas”…
- P’ra que esse livro, Ju? Não sou companhia suficiente p’ra você? – disse Marina entre risos.
- Que nada, Mari! Dez minutos depois que o ônibus sair você vai desmaiar, e aí, eu leio o livro!
Viagem começa. Nem meia hora depois, Marina já está no sono REM há bastante tempo. Juliana saca o livro e continua lendo:
“- É você o tutelado de Clarêncio?
A pergunta vinha de um jovem de singular e doce expressão.
Grande bolsa pendente da mão, como quem conduzia apetrechos de assistência, endereçava-me ele sorriso acolhedor. Ao meu sinal afirmativo, mostrou-se à vontade e, maneiras fraternas, acentuou:
- Sou Lísias, seu irmão. Meu diretor, o assistente Henrique de Luna, designou-me para servi-lo, enquanto precisar tratamento.
- É enfermeiro? – indaguei.
- Sou visitador dos serviços de saúde. Nessa qualidade, não só coopero na enfermagem, como também assinalo necessidades de socorro, ou providências que se refiram a enfermos recém-chegados.
Notando-me a surpresa, explicou:
- Nas minhas condições há numerosos servidores em “Nosso Lar”. O amigo ingressou agora na colônia e, naturalmente, ignora a amplitude dos nossos trabalhos. Para fazer uma idéia, basta lembrar que apenas aqui, na seção em que se encontra, existem mais de mil doentes espirituais, e note que este é um dos menores edifícios do nosso parque hospitalar.(…)”
Passados alguns minutos, e aquele balançozinho do ônibus, somado ao ar condicionado, fizeram Juliana dormir pesadamente.
De repente, ela teve um semi-acordamento com um tranco muito, mas muito forte. Bateu a cabeça no banco da frente e desmaiou.
Algumas horas depois, ela abre os olhos e vê um lugar branco e cheio de luz, luz que entrava pela janela dengosamente protegida por uma cortininha de renda branca. Olha dos lados e vê outras pessoas, também deitadas, sendo assistidas por enfermeiros, quando se dá conta que também tem uma enfermeira acompanhando-a.
- Olá, Juliana! Como se sente?
- Acho que bem… – disse Juliana, tendo certeza que a sua hora havia chegado.
- Quer comer alguma coisa?
- Não, ainda não tô com fome… [Bem que no livro dizia que os espíritos recém-chegados ainda não sentem fome... Nossa que legal! Minha passagem está sendo boa!]. Já avisaram meu pai?
- Ainda não, porque estamos sem contato com ele…
- [Meu Deus, agora tudo faz sentido... Morri mesmo!]. E a minha mãe, ela vem me receber?
- Claro, sua mãe vem sim.
- E meu avô?
- Ele vem com ela. Mas primeiro você precisa aceitar, né?
- [Nossa, cara, que bom, as duas pessoas que mais amo vêm me receber!!!]. Não, mas, eu já aceitei, te juro, tô muito feliz aqui… Como eu vim parar aqui?
- Bem, você sofreu um acidente de ônibus, e como seus ferimentos foram graves, você teve que vir rapidamente… Então você veio voando.
- Mas será que eu não vim um pouco cedo? [Afinal de contas, 19 anos é pouco tempo para "pagar todas as contas"...].
- Não, Juliana, você veio no tempo em que deveria ter vindo.
- E a Mari, cadê ela?
- Ela teve que ficar para resolver umas coisas…
- Que pena, vou sentir saudades dela…
- Juliana, você consegue lembrar o número do seu celular?
- O QUE? Celular?! Tem celular aqui?
- Como assim? Claro que tem!
- Mas eu não morri?
- Ora, não, Juliana, aqui é um hospital!
- Mas você me disse que minha mãe e meu avô vinham me receber!
- Mas que mãe não viria? Você teve fratura exposta no braço! Estávamos achando que seu cérebro tinha descolado do crânio!
- Pois bem, mas minha mãe e meu avô já morreram…
- Ai, que fora…
- E como assim, eu vim voando?
- Você veio de helicóptero! Seus ferimentos foram muito graves.
- E você também disse que a Mari ficou pra resolver algumas coisas, achei que a missão dela ainda não tinha acabado!
- Não… A Marina não se machucou, então ficou no local do acidente para prestar o seu testemunho.
- E aquela história de aceitar?
- Era aceitar o braço, já que a fratura foi grave, talvez você tenha seqüelas para o resto da vida…
Este foi um duro golpe para Juliana, que estava tão feliz com sua boa passagem… Vai ter que morrer de verdade para saber!
Polícia para quem precisa
22 Julho 2008Olá!

Essas são as notícias mais frequentes que tenho visto por aí:
“Brasil: Torcedora é espancada por policiais após partida em Mato Grosso”
“Cabo da Polícia Militar mata soldado a tiros
“ Aumento da repressão: polícia militar mata mais que o dobro em 2008″
“ Polícia Militar mata duas pessoas em favela do Rio de Janeiro”
“Bala perdida: policial mata estudante de 13 anos em Macau, RN”
“Polícia Militar de São Paulo mata 55% mais em 2008″
Isso sem falar do motoboy, do menino de 3 aninhos, e de muitos outros que já se foram injustamente e a gente nem ficou sabendo…
Aí eu me lembro daquela música dos Titãs:
“Dizem que ela existe pra ajudar
Dizem que ela existe pra proteger
Eu sei que ela pode te parar
Eu sei que ela pode te prender
Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia
Dizem pra você obedecer
Dizem pra você responder
Dizem pra você cooperar
Dizem pra você respeitar
Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia”
Não que todos sejam ruins… Mas atualmente tenho achado que a maioria é podre…
Beijos a todos, boa semana, e…
CUIDADO COM A POLÍCIA! ELA PODE TE MATAR!!!!
Por que não existem pinguins no Hemisfério Norte?
15 Julho 2008
Great Auk, Pinguinus impennis, extinto em 1844.
Bom dia!
Estava procurando coisas interessantes para ler sobre biologia da conservação, e acabei achando um texto do professor Fernando Fernandez (professor de Ecologia de Populações de mamíferos da UFRJ), falando sobre extinções de espécies de animais.
Veja na íntegra o texto que responde à pergunta do título do post e outras mais.
Não se preocupe se não for biólogo! Ele tem um estilo de escrita que é capaz de envolver até o mais recluso dos matemáticos! Vale – e muito! – a pena ler…
Beijos, boa semana!
E você, o que acha da lei seca?
14 Julho 2008
Boa noite a quem visita!
Bem, respondendo à minha própria pergunta…
Confesso que ando um pouco revoltada com tal radicalismo da lei seca, pois, apesar de gostar – e muito – duma cervejinha, sou uma bebedora muito cautelosa: a cada gole de cerveja, um gole de água com gás. Sim, fui e continuo sendo muito criticada por tal hábito, mas veja bem, me sinto bem fazendo isso. A ressaca simplesmente deixa de existir, e eu fico livre daquela sensação de “engasopamento” (ou seja, estufamento causado pelo gás da cerveja).
Além do hábito de beber água com a cerveja, paro de tomar a cervejinha muito, mas muito tempo antes de ir embora quando sou eu a motorista oficial da noite. Quando eu paro, aí só água entra na minha boca. Como geralmente eu vou embora quando a padaria já abriu, posso dizer que estou (ou pelo menos aparento estar) sóbria.
Aí, eu, que sou uma bebedora cautelosa, tenho que pagar por uma coisa que não faço – dirigir bêbada. Desde que surgiu essa lei, não tenho mais bebido quando saio com meu carro, só quando estou de carona, e ainda sim, sou mais cautelosa que o natural, porque vai que o motorista oficial da noite desencana dessa história de lei-seca? Não aguento esse clima de alerta laranja no ar… hahaha…
Claro que o argumento de 30% a menos acidentes no Estado de São Paulo é um argumento muito bom, mas, não incontestável, porque só faz um mês que a lei entrou em vigor, e quem estudou um pouco de estatística sabe que um mês (considerando um mês como sendo uma unidade amostral) é muito pouco para poder tirar conclusões… Portanto, acho que deveríamos esperar um pouquinho mais antes de nos animarmos com tanto resultado assim em pouco tempo. Isso soa como aquelas propagandas de “emagreça muito em pouco tempo”, sabe?
Não que eu seja totalmente contra a tal da lei seca; na verdade, sou contra qualquer tipo de radicalismo (como ensinava a sapientíssima cultura grega), na lei-seca ou em qualquer coisa dessa vida e de todas as outras mais hahaha (quem me conhece sabe que eu sou radical apenas com duas coisas na minha vida: exercício físico e trabalho – mas isso é conversa pra outro dia). Outros países do mundo também têm lei-seca – me desculpem a falha da memória, mas são alguns países europeus – e estes mesmos fornecem subsídio para os baladeiros que gostam de desinfetar o corpo por dentro: os serviços de trens/metrôs/ônibus funcionam até mais tarde. Bebeu demais? Vai embora de coletivo!
Além de tudo isso, acho que não podemos ser hipócritas: li um artigo num jornal que dizia que, assim como o número de acidentes, o movimento nos bares da noite paulistana diminui em 30%. Se pensarmos um pouquinho mais a fundo, o que encontraremos num futuro próximo? Desemprego, claro! Os bares faturam menos, começam a ter menos dinheiro para pagar seus funcionários, e aí um tanto deles é mandado embora.
Agora, pra exemplificar como a fiscalização no Brasil é muito boa, vou usar as palavras de uma grande companheira de balada: “Bebe sossegada, uai! Nem tem bafômetro nesse fim de mundo ainda!”.
Hahaha… Essa Laine…
(Mas se for beber em Sampa, fica ligada que lá já tem oito bafômetros!)
Mil beijos, bom começo de semana!!!
Apenas mais um dia chuvoso…
9 Julho 2008
(O conto a seguir é baseado numa história real.)
Era uma manhã típica do verão de clima tropical de altitude: embora fizesse calor, uma chuvinha peneirava (segundo a definição Machadiana) e tingia em escala de cinza o céu do Cerrado.
- Ah que preguiça de viajar! – exclamou Manuela do sentar-se no banco do carro e afivelar o cinto de segurança.
Realmente é de causar muita preguiça dirigir trezentos quilômetros sob aquela chuvinha, no “retão” da estrada até São Paulo…
Manuela tira o carro lentamente da garagem. O limpador de pára-brisas vai e volta num rítmo lento, quase o tic-tac de um relógio com preguiça num dia chuvoso. Não se vê uma alma na rua, apenas os pingos de chuva nas poças d’água.
Sem rádio para tocar, sem ter com quem conversar, ela começa a pensar com seus botões, linhas, agulhas e dedais. A mãe, já falecida há algum tempo, fazia-se presente em sua memória com certa freqüência nestes últimos dias. Não que isso a entristecesse; apenas sentia saudades, coisa que sentimos de tudo aquilo que nos fez bem.
Como numa equação matemática, chuvinha que peneira, mais tic-tac preguiçoso do limpador de pára-brisas, mais solidão, mais “retão” até São Paulo, resultou em um rápido cochilo…
Quando acordou, Manuela estava deitada no chão, com a chuvinha agulhando a pele do rosto. Os longos cabelos molhados misturavam-se às minúsculas pedrinhas do asfalto. Sentiu uma pressão na cabeça, o que a fez mover os olhos e ver a mãe, que amparava sua cabeça sobre as pernas, segurando-a firmemente com as mãos e dizendo:
- Podem quebrar-se todos os ossos do seu corpo; mas a cabeça, essa deve ficar protegida!
Manuela teve fraturas nos dois fêmures, na bacia e no braço esquerdo. Bateu violentamente a cabeça no painel do carro, impacto suficiente para causar um enorme estrago.
Nenhum médico soube explicar a ausência de qualquer ferimento ou fratura na cabeça de Manuela.
V for Vendetta (de novo…)
4 Julho 2008(Clique na foto para ver o trecho do filme!)
“Por baixo desta máscara há mais que carne. Por baixo desta máscara há uma idéia, Mr. Creedy, e idéias são à prova de balas.”
“Nos dizem que devemos lembrar da idéia, e não do homem, porque o homem pode falhar. Ele pode ser pego, pode ser morto e esquecido, mas 400 anos depois, uma idéia pode ainda mudar o mundo.”

Escrito por Talita
Escrito por Talita 
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