Enchentes…

23 Dezembro 2008

Water, water, every where,
And all the boards did shrink ;
Water, water, every where,
Nor any drop to drink.

Samuel Taylor Coleridge

Foi uma catástrafore. Era inevitável, mas muito provável. Ninguém fez nada, ninguém sabia de nada. Todo mundo chorou.

Água, apenas água. Natureza em fúria, natureza in natura. Pena ? Nem um pouco. Consequências, apenas consequências. Mas o fim do ano se aproxima, esperança e humanindade… (…).

Chove chuva, chove sem parar

Jorge Ben Jor

Teve gente que deu dinheiro, outros roupas e colchões. Teve gente que não fez nada. Teve gente que só blogou. Teve gente que até roubou.

E ninguém resolveu. Mas é Natal, “Vamos consumir” – diz o presidente.

Se a crise não chega, tudo bem. Vinho, nozes, presentes. Ah…

“Vou-me embora pra Pasárgada”

Manuel Bandeira

Eu sei é superficial, é uma fuga, mas é preciso deitar, dormir, respirar…

E, quem sabe então, um dia dizer: Chega!


7 Dezembro 2008

“Cada um de nós é vencido apenas pelo destino que não soube dominar. Não há derrota que não tenha um significado e não represente também uma culpa”. (Stefan Zweig)

“Enquanto houver vontade de lutar, haverá esperança de vencer.” (Santo Agostinho)

Acho que perdi a vontade de lutar

por algo que parece ter perdido o sentido.

Não tenho mais o que vencer,

por isso, não há causa pela qual

lutar.

É preciso saber admitir a derrota, e

entender a própria culpa nisso.

Já passei dessa fase.