O estado da arte

Fiquei meio irritado outro dia porque todo mundo fica zoando o Rubinho e, sinceramente, já perdeu a graça.

Já ficou bem claro que ele nunca vai ser um Senna da vida (ainda bem), mas parei um pouco pra pensar e achei um detalhe bem engraçado: a fórmula 1 é a menina de ouro das corridas automotivas. Não é simplesmente pegar seu carrinho e pedir pra correr lá, isso não vai acontecer. É muito trabalho pra chegar lá, é o estado da arte dos pilotos.

- Certo,  mas não tinha algo de engraçado que você ia dizer ?

Sim! Mas agora acho que não é tão engraçado assim, acho que é triste. Triste porque ninguém que criticou destrutivamente o Rubinho ou fez 20bi de piadas sobre ele – nenhum deles faz parte da “elite” de suas profissões.

O estado da arte, na minha opinião, é o estado em que o profissional já não precisa mais provar sua excelência e cobrir suas deficiências. Está mais preocupado com as limitações do trabalho e explora novas alternativas, aprimora técnicas, influência colegas e ensina os mais novos. É aquele cara que tem um conhecimento mais profundo sobre o que você ainda acha meio complicado na sua profissão.

Não sou contra o bom humor, mas o humor (de qualquer tipo) tem limite, principalmente se próximo da humilhação pública. E… não tenho nada melhor a dizer, pois minha vida tá um saco.

Uma resposta para “O estado da arte”

  1. Talita Disse:

    É Japa,
    A galera mete o pau, chama ele de Rubinho Barriquebra, mas quem fala isso, se bobear, nem tem carteira de habilitação.
    Sempre gosto de lembrar de uma corrida, em que ele ainda corria pela Ferrari, e que ele largou em 18o. Começou a chover, todo mundo se ferrando, e o Rubinho indo à glória. Terminou em 1o.
    Beijos e bom final de semana!

Deixe uma resposta